31/10/2016

Bruxas por Gi Stadnicki

Bruxas… é como chamam por aí…as insubordinadas, divergentes, antenadas.
Sábias, ditas loucas… profundas, espiritualizadas.
As perigosas…
Mulheres que lutam…contra preconceitos, ignorância, machismo, opressão, violência, exploração.
Mulheres que amam, sem medo de parecerem impuras, se envolvem, se entregam, se rendem…verdadeiramente femininas…
Mulheres que cuidam, dos próprios filhos, dos filhos de todos, das chagas de muitos, das milenares e desprezadas tradições originais, da fé, da natureza, dos conhecimentos intuitivos, marca que jamais deveria ser apagada…
Mulheres que guardam…em si, o poder de gestar, de nutrir, de guiar…a vida!
Mulheres que preservam…as últimas chances do mundo sobreviver ao caos…os saberes simples das ervas, da compaixão, do respeito a toda Criação Divina.
Sim…as guardiãs de tudo que é digno e eterno… tão bem resolvidas.
Que despertam amor e ódio.
Mulheres que servem…e vivem à amparar umas às outras, totalmente descrentes da subcultura da competição.
Mulheres que estudam, leem, observam, questionam, argumentam, se impõem…
Mulheres que sofrem…por não se ajoelhar ante à repressão dos sistemas…
Mulheres fantásticas, surreais, feiticeiras, endiabradas, filhas do mal?
Não…mulheres como vocês e eu.
Foram perseguidas e queimadas e ainda são amordaçadas…eram mulheres…eram irmãs, são BRUXAS! E devem meter muito medo…

E você? As teme?  Ou é uma delas?  

15/02/2016

Temos vagas

O Grupo Terapêutico da Reforma Íntima do Espaço do SER promove encontros mensais com o objetivo de proporcionar auto conhecimento e auto aprimoramento dentro da perspectiva da Psicoterapia Reencarnacionista além de integrar e criar laços de afeto. Se sentir que sua alma te chama para esta experiência nos contate para fazer parte, pois estamos com 02 duas vagas abertas. Ele acontece sempre na 3ª terça-feira do mês das 19:30h as 21:30h.

22/01/2016

Desencantos, desencontros e a busca pelo amor maduro

   por Simone Ferreira*

Tenho visto na minha prática profissional e na observação cotidiana um número expressivo de pessoas que estão desencantadas com suas relações afetivas que nunca dão certo. No entanto, elas nem sempre param para observar suas condutas, seus padrões e crenças a respeito dos relacionamentos.
Muitos partem em busca do parceiro ou parceira em momentos de carência, solidão ou então de euforia. Não percebem que sob a influência destes elementos a percepção ofusca prejudicando suas escolhas e é claro que as pessoas que encontram em seu caminho causarão logo em seguida desencanto ou frustração.
Crenças do tipo: “os homens são todos iguais, só pensam em sexo e fogem do casamento” ou “as mulheres são interesseiras e estão a procura de um lindo príncipe que as sustentem e as façam felizes para sempre”  podem atrapalhar também a percepção, os encontros.
Mas que outros referencias estas pessoas desencantadas usam para escolher um(a) parceiro(a)? Será que estão buscando apenas alguém que estimule sua libido, vaidade?  Estão em busca de uma “pessoa troféu” para exibir e que ficaria muito bem ao seu lado numa foto nas redes sociais, causando inveja aos amigos, mas que não lhe acrescenta nada além de sexo e boas risadas? Ou estão buscando aquela “pessoa parceira”, alguém que se encaixe no cotidiano de suas vidas porque compartilha dos seus valores, gostos e que também pode oferecer sexo e boas risadas?
Lembro que as pessoas são livres para escolher qualquer uma das opções acima ou outras tantas que possam existir por ai, mas a questão é que enquanto estiverem focadas em critérios baseados na carência-solidão, no ego-vaidade, ou seja, na imaturidade psicológica, não poderão reclamar dos desencontros que inevitavelmente irão ocorrer no dia-a-dia de uma relação. Mas se querem encontro pra valer e amor maduro é preciso então refinar a busca e adequar não só os critérios de escolha, mas trabalhar sua personalidade.  Como disse Artur da Távola “encontros verdadeiros são os que se realizam de ser para ser e não de inteligência para inteligência ou de interesse para interesse...”
O encaixe entre duas pessoas vai muito além de desejo e de sexo quente. Os propósitos precisam estar alinhados, ambos devem olhar para o mesmo horizonte. A flexibilidade e respeito às diferenças e a individualidade também devem comparecer para dar uma forcinha na relação.
Espero que aqueles que estão em busca do amor maduro se encontrem, torço para que o Universo os coloque frente a frente (num lindo dia de sol ou quem sabe de chuva) porque vejo muitos buscando encontrar alguém que agregue em sua vida, que seja companheiro e que faça planos juntos. Querem aceitação, dar e receber afeto, atenção, prazer e alegria,  porque é da natureza humana a busca por aceitação e afeto.
Desencantos e desencontros podem se tornar página virada na vida de alguém e o encontro com o amor maduro é possível desde que este alguém trabalhe em si o autoconhecimento, o autoamor e o autorespeito.
Por um mundo com mais encontros do que desencontros.
Paz e alegrias.
Forte abraço.

*Simone Ferreira é psicoterapeuta, Esp. em Gestão de Pessoas, Ms em Educação.