21/12/2011

Final de ano - tempo da travessia

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."

Final do ano é época de reavaliar o que passou e de cultivar a esperança pelo porvir. É nosso momento de travessia que nos levará ao encontro de nós mesmos e dos nossos sonhos. Tenha sonhos e tenha a coragem de realizá-los. Feliz natal e um abençoado 2012.
Um fraterno abraço.

13/12/2011

A Vida em Preto e Branco*

O filme “ A Vida em Preto e Branco” é uma ótima oportunidade de repensarmos a maneira irrefletida, mecânica e monocromática que podemos agir e viver. Quantas escolhas são pautadas por valores que não são nossos e que apenas reproduzimos? A vida em Pleasantville era repetição pura  tudo lá era sabido e previsível até que o desejo e o livre-arbítrio entraram em cena e trouxeram mudanças. A monotonia  e a previsibilidade, que podem ser comparadas ao superego, garantiam a ordem do lugar e das relações. A  monotonia do casamento  trás muitas vezes a insatisfação e a traição e o filme retratou-a com sutileza. Não faltou a mulher servil à espera do marido para nos lembrar que o passado ainda ronda os dias atuais. Como saber o que desejamos se não paramos para pensar nisto? Se não conhecemos nossos desejos e se nem nos conhecemos? O enredo mostra claramente o modo mecânico como podemos viver, nos faz pensar que a vida é realmente muito sem graça quando não há nela a consciência dos nossos sentimentos, emoções,  nossa afetividade, desejo e  sexualidade. E não deixa dúvida de que é a soma de tudo isto que dá o “tom colorido” que necessitamos para viver. A cena onde os habitantes se reúnem para  julgar e punir os "desordeiros" e que mostra o prefeito e o pai de Bud tornando-se coloridos na medida em que iam explicitando suas vontades confirma este pensamento. A sexualidade está em nós e não há como escondê-la,  assim como a cor que ia surgindo nas pessoas. Esta cor para alguns era motivo de alegria e para outros de constrangimento. No entanto, o filme deixa seu recado ao dizer que sexualidade não é tão somente sexo quando a personagem de Mary  Sue questiona ao irmão o porquê dela ainda estar  “sem cor “ mesmo depois de ter transado. Mais adiante a transformação de sua postura reforça isto. Outro momento simbólico é quando a árvore pega fogo. A falta do que fazer diante do fogo, tanto dos bombeiros quanto do restante das pessoas, representa a nossa inadequação frente a sexualidade e o nosso desconforto com algo que é inerente à nossa condição, mas totalmente desconhecido e, por vezes, temido. Bud chega a agir  de maneira ingênua no começo ao acreditar que os bombeiros saberiam o que fazer com o fogo ou seja, com o desejo, com o sexo. Eles só sabiam lidar com o gato, que era a representação da superficialidade e da rotina. A biblioteca com seus livros e a alamenda dos namorados representavam lugares ameaçadores pois era ali que algo estranho ocorria, se arquitetava e tinha que ser freado, destruído. E hoje encontramos muitas maneiras de frearmos o conhecimento e as várias formas das pessoas manifestarem seus afetos e libido. Criamos e alimentamos a cultura do pecado, do proibido e no filme nem a maçã do pecado faltou. A chuva é o medo do desconhecido mas é a possibilidade da experimentação. O que há para além de Pleasantville? Ao se questionarem deixaram aflorar o desejo de descobrir, de libertar-se da ignorância, do controle e do medo. Não há como saber o que virá a seguir em nossas vidas, este desconhecimento trás mil possibilidades de experimentação e criação, e isto é  a vida de fato. Gostei muito de assistir a Vida em Preto e Branco  pois tem um enredo cheio de material para debate e  reflexão, este filme eu também recomendo.

Um fraterno abraço.

* este texto foi elaborado por Simone Ferreira como atividade na disciplina Tecnologias e Formação de Educadores: Interfaces com a Temática da Educação Sexual quando cursava o Mestrado em Educação na UDESC.

24/11/2011

Capitalismo e tecnologias: implicações para o trabalhador


A acelerada mudança em todos os  níveis da humanidade nos leva a ponderar sobre o fato de que as transformações econômicas, políticas e sociais são irreversíveis  e as exigências do mundo moderno trazem conseqüências que nem sempre se  pode prever. O trabalho tornou-se central  nas nossas vidas, o capitalismo globalizou-se e as tecnologias trouxeram um avanço tecnológico sem igual. (...)   Será possível afirmar que as tecnologias criam um novo tempo, um  novo modo de produção, um novo trabalhador e sociedade?  As tecnologias são neutras, ou degradam o trabalhador e estão a serviço do capitalismo  contribuindo para sua globalização?  Para compreender melhor estas e outras questões acesse o link  abaixo que remeterá a página da revista eletrônica Interciência e Sociedade onde o artigo está na íntegra.
http://www.fmpfm.edu.br/intercienciaesociedade/arquivos/capitalismo_e_tecnologias.pdf

14/10/2011

Sabedoria

por Augusto Cury

“Mais sábios que os homens são os pássaros. Enfrentam as tempestades noturnas, tombam de seus ninhos, sofrem perdas, dilaceram suas histórias. Pela manhã, tem todos os motivos para se entristecer e reclamar, mas cantam agradecendo a Deus por mais um dia.''


04/10/2011

Semelhante atrai semelhante

Por Osho

Somente uma pessoa amorosa, aquela que realmente é amorosa; pode encontrar o parceiro certo.
Essa é minha observação: se você está infeliz você irá encontrar alguém também infeliz. Pessoas infelizes são atraídas pelas pessoas infelizes. E isso é bom, é natural. É bom que as pessoas infelizes não sejam atraídas pelas pessoas felizes; senão elas destruiriam a felicidade delas. Está perfeitamente bem.
Somente pessoas felizes são atraídas pelas pessoas felizes. O semelhante atrai o semelhante. Pessoas inteligentes são atraídas pelas pessoas inteligentes; pessoas estúpidas são atraídas pelas pessoas estúpidas.
Você encontra as pessoas do mesmo plano. Então a primeira coisa a lembrar é: um relacionamento está fadado a ser amargo se este surgiu da infelicidade.
Primeiro seja feliz, seja alegre, seja festivo e então você encontrará alguma outra alma festiva e haverá um encontro de duas almas dançantes e uma grande dança irá surgir disso.  Não peça por um relacionamento a partir da solitude, não. Assim você estará indo na direção errada. Então o outro será usado como um meio e o outro lhe usará como um meio. E ninguém quer ser usado como um meio! Cada indivíduo único é um fim em si mesmo. É imoral usar alguém como um meio.Primeiro aprenda como ser só. A meditação é um caminho para ficar sozinho.  Se você puder ser feliz quando você está só, você aprendeu o segredo de ser feliz. Agora você pode ser feliz acompanhado. Se você é feliz, então você tem alguma coisa para compartilhar, para dar. E quando você dá, você obtém; não é de outra maneira. Assim surge uma necessidade de amar alguém.
Geralmente a necessidade é de ser amado por alguém. É a necessidade errada. É uma necessidade infantil; você não está amadurecido. É uma atitude infantil.  Uma criança nasce. Naturalmente, a criança não pode amar a mãe; ela não sabe o que é amar e ela não sabe quem é a mãe e quem é o pai. Ela está totalmente desamparada. Seu ser ainda está para ser integrado; ela ainda não está reunida.
Ela é somente uma possibilidade. A mãe precisa amar, o pai precisa amar, a família precisa banhar a criança de amor. Agora ela aprende uma coisa: que todos têm que amá-la. Ela nunca aprende que ela precisa amar. Agora a criança irá crescer e se ela permanecer presa nessa atitude que todo mundo tem que amá-la, ela irá sofrer por toda  sua vida. Seu corpo cresceu, mas sua mente permaneceu imatura.
Uma pessoa amadurecida é aquela que chega a conhecer a necessidade do outro: que agora tenho que amar alguém.  A necessidade de ser amado é infantil, imatura. A necessidade de amar é maturidade.
E quando você está preparado para amar alguém, um belo relacionamento irá surgir; de outra maneira não.
"É possível que duas pessoas num relacionamento sejam más uma para com a outra"?
Sim, isso é o que está acontecendo por todo o mundo. Ser bom é muito difícil. Você não é bom nem para si mesmo. Como você pode ser bom para outra pessoa?
Você nem mesmo ama a si próprio! Como você pode amar outra pessoa? Ame a si mesmo, seja bom para si mesmo.
Os seus assim chamados santos têm lhe ensinado a nunca amar a si mesmo, para nunca ser bom para si mesmo.
Seja duro consigo mesmo! Eles têm lhe ensinado a ser delicado para com os outros e duro para consigo mesmo. Isso é um absurdo.
Eu lhe ensino que a primeira e mais importante coisa é ser amoroso para consigo mesmo. Não seja duro; seja delicado.
Cuide de si mesmo. Aprenda como se perdoar, cada vez mais e novamente; sete vezes, setenta e sete vezes, setecentos e setenta e sete vezes. Aprenda como perdoar a si próprio. Não seja duro; não seja antagônico consigo mesmo. Assim você irá florescer.
Nesse florescimento você atrairá alguma outra flor. Isso é natural. Pedras atraem pedras; flores atraem flores. Assim há um relacionamento que possui graça, que possui beleza, que possui uma bênção nele.
Se você puder achar um relacionamento assim, seu relacionamento crescerá para uma oração; seu amor se tornará um êxtase e através do amor você conhecerá o que é o divino.

21/09/2011

Amor é parceria

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar. A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal.  A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração.  Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.
O homem é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo.
O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguem trabalhar sua individualidade.
Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem.  Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado.
Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.  Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não a partir do outro.  Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras  é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém. Algumas vezes temos de aprender a nos perdoar a nós mesmos...

Texto de Flávio Gikovate - Médico Psicanalista

09/09/2011

Workshop "Criando Sinergia"

"Nenhum homem é uma ilha completa em si mesma." A frase de John Donne nos remete a inúmeras reflexões e uma delas é a necessidade de  convivermos no coletivo e de trabalharmos em grupo. Melhor seria se neste grupo houvesse Sinergia que significa ação coordenada, cooperação entre as pessoas. Entendendo isto, gestores de uma empresa do ramo de papelaria e decoração de festas da grande Florianópolis solicitaram o workshop "Criando Sinergia em Equipes de Trabalho" para seus colaboradores que foram participativos e compreenderam que juntos são melhores do que somados. Saber o que fazer para apoiar os colegas, trocar o "eu" por "nós", ser empático e valorizar as diferenças pessoais são alguns dos princípios da Sinergia que foram apresentados e trabalhados uma vez que o método adotado foi o da aprendizagem vivenvial que significa aprender os conceitos vivenciando-os através de técnicas e dinâmicas de grupo. Em qualquer contexto onde haja pessoas atuando juntas existe a necessidade da integração e colaboração pois estamos interligados, conectados, irmanados. Então, invista na Sinergia do seu grupo e nos contate. Este workshop é desenvolvido por uma psicóloga facilitadora de grupos.

31/08/2011

Em defesa da Vida! Aborto, não!

É preciso a conscientização da importância da vida e do quanto o aborto é um ato que viola o direito de viver. O art 5º da Constituição Brasileira nos confere este direito. Estudos científicos recentes confirmam o que já se sabia, que o feto é uma personalidade independente que apenas se hospeda no organismo da mãe. Naturalmente que a mulher tem direito de escolher se quer ou não ser mãe. Porém esse direito ela exerce com prevenção, usando todos os recursos que a ciência têm proporcionado, antes da concepção (...)
O vídeo é um chamamento para a valorização da vida. Com imagens da internet compartilhamos a música "Sim Pro Amor" que é um manifesto contra o aborto do compositor, cantor e pianista Plínio Oliveira que com sua voz suave e com a sensibilidade que o caracteriza, nos faz perceber que a vida é efetivamente um dom. É pra cuidar! É pra amar!

14/08/2011

Amarras Psicológicas


"As vezes  as correntes que nos impedem de sermos livres são mais mentais do que físicas. "

Pense nisto e liberte-se!

17/07/2011

Desafios da Paternidade e da Maternidade

por Simone Ferreira

"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. Isto mesmo ! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado. Perder? Como? Não é nosso, recordam-se? Foi apenas um empréstimo."
Com esta definição de filho do escritor José Saramago iniciou-se as reflexões sobre os desafios da paternidade e da maternidade em um palestra proferida para pais dos adolescentes que participam de projetos sociais desenvolvidos pela Univali - Universidade do Vale do Itajaí e Aflov - Associação Florianopolitana de Voluntários. Preparar outros seres humanos para se tornarem adultos dignos não é tarefa das mais fáceis. E um dos desafios desta tarefa é entender queO lar é a primeira escola e os pais precisam honrar a posição de primeiros educadores dos filhos.” O lar é o local onde a criança passa a maior parte de sua vida assimilando e gravando tudo o que vê e ouve. Portanto, as relações que se estabelecem neste local, ou seja, na família, são fundamentais para a estruturação da sua personalidade. A escola ajuda a instruir, transmitir conhecimento, mas a educação de valores éticos e morais, explicando o que podem ou não podem fazer, o que é certo ou errado, é função dos pais (...) Se o tema interessou a você e sua instituição, nos contate para contratá-lo.

12/06/2011

Amor & Relacionamentos

Aproveito o Dia dos Namorados para compartilhar um texto de Artur da Távola que aborda a vida a dois.

Aos que não casaram, Aos que vão casar, ...
Aos que não casaram, aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar, aos que pensam em se separar.
Aos que acabaram de se separar. Aos que pensam em voltar...
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O AMOR É ÚNICO, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue, A SEDUÇÃO tem que ser ininterrupta... Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia SER ETERNA.
Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável.
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais  do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso.
É preciso que haja, antes de mais nada, RESPEITO. Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor só, não basta.
Não pode haver competição. Nem comparações.
Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas.
Tem que haver BOM HUMOR para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades.
Tem que saber levar.  Amar só é pouco.
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar.
Tem que ter um bom psiquiatra.
Não adianta, apenas, amar. Entre casais que se unem, visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.
Tem que haver confiança. Certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão.
E que amar "solamente", não basta.
Entre homens e mulheres que acham que O AMOR É SÓ POESIA,  tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade.  Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado.
O amor é grande, mas não são dois. 
Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor. 
É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega  o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!

28/05/2011

Egoísmo e seus desdobramentos*


“A ilusão de satisfazermos os próprios interesses em detrimento dos interesses dos outros é o que caracteriza o estado de egoísmo”. (1)
O egoísta é um individualista que ilude-se acreditando que “tudo gira em torno dele” este interesse individualista é resquício da animalidade por onde transitamos, em priscas eras, em contato com os reinos menores da natureza. (1)
O egoísmo tem a sua base no orgulho. A exaltação da personalidade leva o homem a se considerar como acima dos outros, crendo-se com direitos superiores, e se fere com tudo o que, segundo ele, seja um golpe sobre os seus direitos. A importância que, pelo orgulho, liga à sua pessoa, torna-o naturalmente egoísta. O egoísmo e o orgulho tem a sua fonte num sentimento natural: o instinto de conservação. Todos os instintos têm sua razão de ser e sua utilidade, porque Deus nada pode fazer de inútil. Deus não criou o mal; foi o homem que o produziu pelo abuso que fez dos dons de Deus, em virtude de seu livre-arbítrio. (2)

Manifestações do egoísmo (desdobramentos)
O egoísmo tem muitos desdobramentos e manifesta-se na criatura humana de várias formas:
1- Preguiça - o seu centro de atividade é o ego, que somente se considera a si mesmo, evita ir em direção das demais pessoas (4) e realizar algo com elas e por elas.
2 – Raiva – é um sentimento que se exterioriza toda vez que o ego sente-se ferido/contrariado. Instala-se inesperadamente em face de qualquer conflito expresso ou oculto.(4) Pode ser dirigida p/ dentro (autoagressão) ou dirigida p/ fora (p/o externo).
3 – Violência/agressividade – a pessoa é guiada, dirigida por suas paixões por seus desejos egocêntricos. Há ausência de sentimento de fraternidade pelos demais.(4)
4- Inveja – falta de respeito e consideração pelas pessoas e por suas conquistas. Egocentrismo, quer ser o centro da atenção. (3)
5 - Ciúme – a pessoa ciumenta aspira amor, mas teme entregar-se-lhe. Apresenta imaturidade psicológica e insegurança frente a sua capacidade. É um dominador de coisas, pessoas e interesses e portador de um ego presunçoso. (4) “O outro existe p/ ele.”
6 - Mágoa – imaturidade psicológica e presunção pois o ego (a pessoa) atribui a si merecimentos que não tem. (3) "O outro precisa corresponder às suas expectativas" ...
O egoísmo, este grupamento de ilusões de supremacia, existirá por determinado período de tempo nas criaturas, até que elas consigam se conscientizar de que a atitude de “lavar as mãos”, de Pôncio Pilatos, isto é, considerações excessiva aos seus interesses pessoais, agindo arbitrariamente, trará sempre desilusões e obstrução na percepção do mundo em que vivemos. Já o exemplo do Cristo nos transfere a uma ampla realidade de que o amor é a única força capaz de nos trazer lucidez e equilíbrio no relacionamento conosco e com os outros. (1)
Como enfrentar o Egoísmo? Com uma receita simples: “Não fazer aos outros o que não gostaríamos que os outros nos fizessem”. (1)

Fontes de consulta:
(1) Hammed – Francisco do Espírito Santo Neto - “Estado Mental” do livro Renovando Atitudes.
(2) Allan Kardec- “O egoísmo e o orgulho” do livro Obras Póstumas.
(3) Joanna de Ângelis/Divaldo Franco – “Fatores para desintegração da personalidade” , “Referenciais para identificação de si mesmo”, “A conquista do Self” - do livro O Ser Consciente.
(4) Joanna de Ângelis/Divaldo Franco do livro Conflitos Existenciais.
(5) Allan Kardec “O Egoismo” Cap. XI item 11 (Emmanuel) do Livro O Evangelho 2º o Espiritismo.
(6) Joanna de Ângelis/Divaldo Franco do livro Orientação Terapêutica à luz da Psicologia Espírita.

* este tema foi elaborado por Simone Ferreira para fins de debate em grupos de estudos e palestras dentro do Movimento Espírita Brasileiro. Compartilhamos aqui no blog  porque ele também trata de assuntos ligados ao transpessoal, ao Espírito - entendido como a essencia imortal do ser humano.

08/05/2011

Seja um Antropólogo

A Antropologia é uma ciência que lida com o homem e suas origens. Nessa estratégia, no entanto, eu convenientemente redefino o objetivo da antropologia como “o interesse, sem preconceito, no modo como as pessoas escolhem viver e se comportar”. Essa estratégia é voltada para o desenvolvimento de sua compaixão, como forma de se tornar mais paciente. Acima de tudo, no entanto, o interesse no modo como as pessoas agem é uma forma de substituir julgamentos por amor verdadeiro.
Quando você se torna genuinamente interessado no modo como as pessoas reagem ou sentem a respeito de alguma coisa, é improvável que você se sinta, ao mesmo tempo, aborrecido. Desta meneira, ser um antropólogo é um bom caminho para nos tornarmos menos frustrados pelas ações dos outros.
Quando alguém age de um modo que lhes parece estranho, em vez de reagir de sua forma habitual, com atitude como: “Não posso acreditar que estejam fazendo isso”, tente dizer para si mesmo algo como: “ Este deve ser o jeito que ela vê as coisas em seu mundo. Muito interessante.” Para que essa estratégia lhe possa ajudar, no entanto, ela tem que ser tentada com convicção. Há uma fronteira estreita separando o estar “interessado” do “ser arrogante”, ou seja, acreditar, em seu íntimo, que o seu jeito de fazer as coisas é melhor.
Quando você se interessa pela perspectiva dos outros, não quer dizer, nem de leve, que você os esteja endossando. Eu certamente não escolheria um modo de vida punk ou o sugeriria para quem quer que fosse. Ao mesmo tempo, no entanto, não é minha função julgá-los. Uma das regras básicas para a vida feliz é pensar que julgar os outros consome grande energia e, sem exceção, o desvia do caminho que você gostaria de trilhar. Seja um antropólogo.

Do Livro: “Não faça tempestade em copo d’agua, e tudo na vida são copos d’agua.” (Richard C.)

06/04/2011

Inteligência Espiritual

Para expandir a qualidade de vida, a espiritualidade deve propiciar o desenvolvimento das funções mais importantes da inteligência:
1 - Aprender a expor e não impor as idéias. Deve-se expor o que se pensa e o que se crê e não impor as idéias. Após expô-las, deve-se dar liberdade para os ouvintes rejeitá-las ou aceitá-las.
2 - Pensar antes de reagir. A inteligência espiritual deve contribuir para o desenvolvimento da arte de pensar, lapidar os instintos, estancar a agressividade, o ódio e a raiva.
3 - Capacidade de tolerância e solidariedade. A tolerância é a arte de respeitar as diferenças e a solidariedade é a arte de perceber as dores e necessidades dos outros e procurar supri-las.
4 - O amor pela vida e pelo ser humano. A espiritualidade deve contribuir para o enriquecimento da emoção humana, desenvolvimento da sensibilidade, capacidade de perdão, compreensão, inclusão.
5 - Sabedoria.  A inteligência espiritual deve expandir a capacidade de reconhecimento dos erros, percepção das limitações, compreensão dos amplos aspectos da existência.

Fonte: CURY, Augusto. 12 semanas para mudar uma vida pág. 215

08/03/2011

Dia Internacional da Mulher

O homem e a mulher - por Victor Hugo

O homem é a mais elevada das criaturas. A mulher é o mais sublime dos ideais.
Deus fez para o homem um trono; Para a mulher um altar. O trono exalta; o altar santifica.
O homem é o cérebro; a mulher o coração. O cérebro produz luz; o coração o amor.
A luz fecunda. O amor ressuscita. O homem é um gênio; a mulher um anjo. O gênio é imensurável; o anjo indefinível. A aspiração do homem é a suprema glória; a aspiração da mulher a virtude extrema.
A glória traduz grandeza; a virtude traduz divindade.
O homem tem a supremacia; a mulher a preferência.
A supremacia representa força; a preferência o direito. O homem é forte pela razão; a mulher invencível pela lágrima. A razão convence; a lágrima comove. O homem é capaz de todos os heroísmos;
a mulher de todos os martírios. O heroísmo enobrece; o martírio sublima. O homem é o código; a mulher o evangelho. O código corrige; o  evangelho aperfeiçoa. O homem é um templo; a mulher um sacrário. Ante o templo, nós nos descobrimos; ante o sacrário, ajoelhamos-nos. O homem pensa; a mulher sonha. Pensar é ter cérebro; sonhar é ter na fronte uma  auréola. O homem é um oceano; a mulher um lago. O oceano tem pérola que o embeleza;  o lago tem a poesia que o deslumbra.  O homem é uma águia que voa;  a mulher um rouxinol que canta.  Voar é dominar os espaços; cantar é conquistar a alma.  O homem tem um farol: a consciência. A mulher tem uma estrela: a esperança. O farol guia e a esperança salva. Enfim ….O homem está colocado onde termina a terra; A mulher onde começa o céu ...

Que possamos refletir no dia de hoje o quanto homens e mulheres são igualmente importantes.
Um fraterno abraço. Simone Ferreira

01/03/2011

Aceitação

A primeira impressão que temos quando ouvimos ou pensamos em aceitar, seja uma pessoa, um fato ou uma circunstância é de que estaremos nos submetendo ou nos subjugando, desistindo de lutar, sendo fracos.
De verdade, se quisermos modificar qualquer aspecto da nossa vida e de nós mesmos, devemos começar aceitando. A aceitação é detentora de um poder transformador que só quem já experimentou pode avaliar.
É difícil aceitar uma perda material ou afetiva;  uma dificuldade financeira;uma doença; uma humilhação; uma traição. Mas a aceitação é um ato de força interior, sabedoria e humildade, pois existem inúmeras situações que não estão sob o nosso controle.As pessoas são como são, dificilmente mudam.
Não podemos contar com isso. A única pessoa que podemos mudar, somos nós mesmos, portanto, se não houver aceitação, o que estaremos fazendo é insensato, é insano.
Ser resistente, brigar, revoltar-se, negar, deprimir, desesperar, indignar-se, culpar, culpar-se são reações emocionais carregadas de raiva. Raiva do outro, raiva de si mesmo, raiva da vida. E a raiva destrói, desagrega.
A aceitação é uma força que desconhecemos porque somos condicionados a lutar, a esbravejar, a brigar.
Aceitar não é desistir, nem tão pouco resignar-se. Aceitar é estar lúcido do momento presente e se assim a vida se apresenta, assim deve ser. Tudo está coordenado pela Lei da ação e reação.
No instante em que aceitamos, desmaterializamos situações que foram criadas por nós, soluções surgem naturalmente através da intuição ou  fatos trazem as respostas e as saídas para o problema. Tudo é movimento. Nada é permanente.  A nossa tendência “natural” é resistir, não aceitar, combater tudo o que nos contraria e o que nos gera sofrimento. Dessa forma prolongamos a situação. Resistir só nos mantém presos dentro da situação desconfortável, muitas vezes perpetuando e tornando tudo mais complicado e pesado.
Quando não aceitamos nos tornamos amargos, revoltados,frustrados, insatisfeitos, cheios de rancor e tristeza, e esses padrões mentais e emocionais criam mais dificuldades, nunca trazem solução.
Aceitar é expandir a consciência e encontrar respostas, soluções, alívio. Aceitar é o que nos leva à Fé.
É fundamental entender que aceitar não significa desistir, é seguir adiante com otimismo.
Ter muitos propósitos a serem atingidos é nossa atitude saudável diante da vida.
Aceitar se refere ao momento presente, ao agora. No instante que você aceita, você se entrega ao que a vida quer lhe oferecer. Novas idéias surgem para prosseguir na direção desejada, saindo do sofrimento. Pense nisto!

(desconheço a autoria)

06/02/2011

Aprendendo com as formigas

Outro dia, vi uma pequena formiga que carregava uma enorme folha com sacrifício. Ora a arrastava, ora a tinha sobre a cabeça. Foram muitos os tropeços, mas nem por isso a formiga desanimou de sua tarefa. Eu a observei e acompanhei, até que chegou próximo de um buraco, que devia ser a porta de sua casa. Foi quando pensei: “Até que enfim ela terminou seu empreendimento”. Ilusão minha. Na verdade, havia apenas terminado uma etapa. A folha era muito maior do que a boca do buraco, o que fez com que a formiga a deixasse do lado de fora para, então, entrar sozinha. Foi aí que disse a mim mesmo: “Coitada, tanto sacrifício para nada.” (…) Mas a pequena formiga me surpreendeu. Do buraco saíram outras formigas, que começaram a cortar a folha em pequenos pedaços. Elas pareciam alegres na tarefa e em pouco tempo, a grande folha havia dado lugar a pequenos pedaços e eles estavam todos dentro do buraco. Imediatamente pensei em minhas experiências. Quantas vezes desanimei diante do tamanho das tarefas ou dificuldades? Talvez, se a formiga tivesse olhado para o tamanho da folha, nem mesmo teria começado a carregá-la. Invejei sua persistência e  força. Naturalmente, transformei minha reflexão em oração e pedi ao Senhor:
Que me desse a tenacidade daquela formiga, para “carregar” as dificuldades do dia-a-dia e não desanimar diante das quedas. Que eu pudesse ter a inteligência e a esperteza dela para dividir em pedaços o fardo que, às vezes, se apresenta grande demais. Que eu tivesse a humildade para partilhar com os outros o êxito da chegada, mesmo que o trajeto tivesse sido solitário. Pedi ao Senhor a graça de, como aquela formiga, não desistir da caminhada, mesmo quando os ventos contrários me fazem virar de cabeça para baixo,mesmo quando, pelo tamanho da carga, não consigo ver com nitidez o caminho a percorrer.
A alegria dos filhotes que, provavelmente, esperavam lá dentro pelo alimento, fez aquela formiga esquecer e superar todas as adversidades da estrada.
Após meu encontro com aquela formiga, saí mais fortalecido em minha caminhada. Agradeci ao Senhor por ter colocado aquela formiga em meu caminho ou por me ter feito passar pelo caminho dela.

Texto adaptado do original de : Ninon Rose Hawryliszyn e Silva

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15/01/2011

Entrega-te a Deus

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Fonte: http://www.divaldofranco.com/lancamento.php